Não é possível uma sociedade ser, estar feliz quando 1,5 milhões de trabalhadores recebem até 920 euros;
Quando mais de metade dos trabalhadores (55,9%) recebia 1000 euros de salário base bruto em 2025; quando 60% das mulheres ganhavam menos de 1000 € euros em novembro de 2025;
Quando Portugal é um país que lidera o aumento dos preços das casas; sem esquecer o aumento estrondoso de preços do gás, da comida, etc.

Quando adicionamos o racismo e a xenofobia à equação, especialmente para aqueles que enfrentam dificuldades para se regularizar por causa das burocracias da AIMA, a situação se agrava.
Em suma, pessoas trabalham, mas não conseguem arrendar uma casa, comer bem, dormir bem, muito menos ter tempo para descansar e fruir da vida.
Mas os gurus da autoajuda e do Coaching, bem como a pseudopsicologia que prega a “vida interior”, “voltar para dentro”, que não venham intoxicar-nos com os seus discursos superficiais que naturaliza a exploração e violência da minoria rica, porque o estado em que estamos é fruto de decisões políticas tomadas pelos governos neoliberais das últimas décadas.
É preciso dizer cada vez mais que o sofrimento psíquico, a doença mental, está longe de ser um fenômeno, puramente biológico ou psicogenético.
Aqueles que apregoam esses vómitos negligenciam ou descartam, deliberadamente, que a depressão, a doença mental, é gerada pela estrutura social, racista, exploradora e opressora.
Mais importante, ainda é preciso acrescentar essa situação social que enfrentamos, gerado inúmeras patologias, incluindo pavimentação do caminho para o suicídio e autodestruição, pode ser quebrada, destruída através da luta social para impor às aspirações dos empobrecidos, pois somos nós, os trabalhadores, quem produz a riqueza, controlada por uma minoria.





